A vida escolar geralmente é um grande desafio para muitos alunos que todos os dias têm de assimilar novos conhecimentos. Contudo, para uma parcela destes estudantes, as dificuldades são ainda maiores, especialmente para aqueles que sofrem de disortografia.
Existem inúmeros transtornos de aprendizagem que podem dificultar seriamente a vida escolar das crianças. Atualmente já se verifica uma ação mais eficaz quando surgem este tipo de problemas.
Um dos transtornos é a disortografia e mais à frente vamos explicar o que é, como identificar e quais são os tratamentos.
Podemos definir esta patologia como uma deficiência que afeta as habilidades de escrita de um indivíduo. Como resultado, quem sofre deste transtorno apresenta dificuldades ou incapacidade de estruturar, produzir e organizar os textos que escreve.
Geralmente é identificada ao perceber que a estrutura textual da criança é muito precária para o nível escolar em que se encontra. Isso fica bastante evidente com o uso de um vocabulário curto e pobre.
Além disso, há uma elevada quantidade de erros ortográficos na elaboração de textos. Ao perceber estes sinais na criança, é importante estar atento pois pode ser um indício deste transtorno.
É importante saber que a disortografia, grande parte das vezes, está acompanhada pela dislexia, podem até ser confundidas pela semelhança de sintomas. Nestes casos, o transtorno é uma das consequências da dislexia.
Entretanto, existem casos em que se manifesta devido a influências externas. Nomeadamente um processo de aprendizagem inadequado nas fases iniciais de leitura e escrita.
Quando a educação é comprometida neste estágio, pode resultar em dificuldades e insegurança para que a criança consiga se expressar através da escrita.
A má aprendizagem das normas gramaticais induz a erros ortográficos. Já que existe uma lacuna no entendimento gramatical da língua, torna-se muito trabalhoso inserir esses conhecimentos posteriormente.
Para detetar é preciso estar atento ao processo de escrita da criança e observar como constrói a estrutura textual. Alguns sinais que podem evidenciar o transtorno são:
Caso os pais ou professores detetem estas características na produção de textos da criança, então ela deverá passar por uma avaliação. A avaliação pode ser feita por um psicólogo, psicopedagogo ou neuropsicólogo.
Para que o diagnóstico seja preciso, deve ser feito após 2 anos de estímulos na leitura e escrita da criança. Este é o tempo necessário para observar se a dificuldade é resultado da metodologia de ensino ou se realmente deriva do transtorno.
É muito importante que os pais e professores deem atenção especial à criança com esta dificuldade. Uma vez que o transtorno pode afetar diretamente a sua autoestima.
As consequências refletem-se no crescente desinteresse em aprender e, principalmente, de se expressar na escrita.
Por isso, o tratamento foca-se na reeducação de cada competência fonológica da criança com dificuldade em aprender. Além disso, aperfeiçoa a perceção visual-espacial da criança, focando-se também no processamento fonológico.
Tudo isso é feito em sessões de terapia, onde a criança recebe estímulos multissensoriais de forma a desbloquear a inibição quanto à escrita. O terapeuta, juntamente com pais e professores, é essencial nesta jornada.
Procure sempre a ajuda de um profissional para direcionar a aprendizagem da criança e ajudar a derrubar esta barreira chamada de disortografia.