Quem tem filhos sabe que as crianças adoram passar horas em frente ao computador a jogar. A frequência com que os jovens jogam costuma ser, inclusive, motivo de desentendimentos familiares. Mas já se perguntou porque é que as crianças gostam tanto de jogos de computador?
No artigo de hoje vai descobrir como os jogos podem influenciar a saúde física e mental das crianças. Além disso, deixamos-lhe dicas para lidar com esta questão.
Praticamente todas as crianças têm algum jogo que adoram e passam horas entretidas em frente ao computador.
O universo dos aparelhos eletrónicos exerce, de forma geral, fascínio nas crianças. Estas que parecem nascer a saber controlar os mais diversos gadgets e tecnologias.
Porém, existem algumas tipologias de jogos de computador, que podem ser benéficas para estimular a criatividade das crianças. Um bom exemplo é o Minecraft, que mais parece o universo Lego só que virtual.
O maior problema está no tempo de exposição das crianças a estes jogos. Isso pode ser extremamente nocivo e trazer problemas ao nível do desenvolvimento físico e mental.
De acordo com estudos de especialistas, muitos jogos podem ter na vida das crianças um efeito similar ao uso de drogas ou alcoolismo (nos adultos).
A pesquisa revelou ainda que a parte impulsiva do cérebro destas crianças, conhecida como sistema límbico, era menor e mais sensível. Isso indica que quem usa excessivamente as tecnologias processa os estímulos causados por essas plataformas de forma mais rápida.
Mas calma! Isso não quer dizer que precisa proibir o seu filho de se divertir com os jogos de computador. Porém, é um alerta para que os pais tenham controlo sobre a frequência com que estes jogos são utilizados.
A seguir, daremos-lhe algumas dicas para aproveitar os entretenimentos eletrónicos de forma saudável.
Equilíbrio é a palavra chave, e aos pais cabe estabelecer regras em relação ao uso tecnológico para que os pequenos não deixem de lado atividades de extrema importância como a prática de desporto ou uma tarde de convívio em família.
Mas, como dissemos, não é preciso proibir os jogos de computador. A tecnologia não deve ser vista somente como a vilã quando inserida precocemente na vida infantil. Todos sabemos que não é fácil educar crianças nesta era digital.
Basta que os pais pesquisem e estejam atentos às brincadeiras e jogos que estão a ser introduzidos nos primeiros anos da infância. Pois este período é fundamental para o desenvolvimento da criança.
Uma boa dica é aproveitar jogos interativos e que ao mesmo tempo aliam diversão e conhecimento. Assim vai fazer com que as crianças se sintam estimuladas.
Os pais podem, inclusive, participar da brincadeira, o que acaba por ser uma vantagem já que podem monitorizar mais de perto o que as crianças fazem em frente ao computador.
Sabemos que em relação os jovens este tipo de atividade torna-se mais difícil. Porém basta ter um diálogo aberto e firmar regras quanto ao tempo permitido para que as coisas não fujam do seu controlo.
Lembre-se que nas fases de pré-adolescência e adolescência estes jogos podem representar uma parte da interação social das crianças com os seus amigos. Desse modo proibi-las de jogar pode fazer com que se sintam excluídas do seu círculo social.
Portanto, crie regras e estabeleça um equilíbrio, ofereça outras atividades para preencher a rotina da criança. Os jogos de computador podem fazer parte de um momento de diversão, mas não podem ser o único passatempo dos pequenos.