Mesmo com um nome pouco comum, a disgrafia é uma dificuldade enfrentada por muitos. Trata-se de um distúrbio que acarreta transtornos de aprendizagem.
É importante que os pais e os professores fiquem atentos aos principais sinais da disgrafia, pois um diagnóstico precoce possibilita um tratamento mais eficaz.
De seguida, enumeramos quais são os sinais de alerta e o que pode ser feito para amenizar os sintomas do distúrbio.
A disgrafia é gerada por uma disfunção no Sistema Nervoso Central, sendo considerada um transtorno específico de aprendizagem.
Com consequências para a expressão escrita, caracterizada pela alteração funcional no componente motor do ato de escrever.
Afetando a qualidade da escrita, sendo que o indivíduo com disgrafia apresenta uma caligrafia com aspeto irregular e disforme.
A criança com disgrafia irá apresentar habilidades de escrita abaixo do esperado para a idade. O uso de letras e palavras sem alinhamento e espaçamento, com dimensão desequilibrada, são exemplos.
A criança com disgrafia não possui qualquer problema de desenvolvimento intelectual. Apenas dificuldade ou incapacidade de escrever de acordo com o “padrão” exigido na sala de aula e em ambiente laboral, prejudicando o desenvolvimento.
Por tudo isso, a disgrafia pode ter um impacto negativo no desempenho académico e psicossocial. Além de interferir nas relações pessoais, autoestima e provocar dificuldades de aprendizagem.
Identificar o problema é o primeiro passo para iniciar um tratamento efetivo e proporcionar uma maior qualidade de vida à criança.
De seguida, enumeramos os principais sinais de alerta aos quais os pais e professores devem estar atentos.
Os sinais da disgrafia podem ser observados em casa e na escola, e ajudam a identificar precocemente o problema. Os principais são:
Os pais devem estar atentos a alguns sinais comportamentais que a criança pode apresentar enquanto faz os trabalhos de casa, como:
O diagnóstico da disgrafia é complexo. O médico pode mesmo precisar de algumas avaliações específicas realizadas por vários profissionais, como um terapeuta da fala, por exemplo.
O tratamento envolve um acompanhamento psicopedagógico que dê foco à estimulação linguística e atendimento individualizado complementar na escola.
É muito importante que os pais e os professores participem neste processo. Repreender os erros deve ser evitado, contudo enfatizar as conquistas das crianças com disgrafia é uma mais valia.
Na escola, as crianças com esse problema podem ser estimuladas a expressarem-se oralmente. Porém, também devem ser incentivadas a produzirem diferentes materiais como artes plásticas.
Promover situações prazerosas em que a criança utilize a escrita, como escrever pequenos recados, fazer convites e escrever cartas para amigos e familiares também é uma excelente maneira de estimular os pequenos.
Caso perceba alguns dos sinais mencionados neste artigo, procure um médico. A intervenção precoce é a melhor maneira de amenizar as consequências da disgrafia.