Sinais de alerta da disgrafia
05 Agosto

Sinais de alerta da disgrafia

Mesmo com um nome pouco comum, a disgrafia é uma dificuldade enfrentada por muitos. Trata-se de um distúrbio que acarreta transtornos de aprendizagem.

É importante que os pais e os professores fiquem atentos aos principais sinais da disgrafia, pois um diagnóstico precoce possibilita um tratamento mais eficaz.

De seguida, enumeramos quais são os sinais de alerta e o que pode ser feito para amenizar os sintomas do distúrbio.

Disgrafia: O que é, quais são os sintomas e como tratar este distúrbio

A disgrafia é gerada por uma disfunção no Sistema Nervoso Central, sendo considerada um transtorno específico de aprendizagem.

Com consequências para a expressão escrita, caracterizada pela alteração funcional no componente motor do ato de escrever.

Afetando a qualidade da escrita, sendo que o indivíduo com disgrafia apresenta uma caligrafia com aspeto irregular e disforme.

A criança com disgrafia irá apresentar habilidades de escrita abaixo do esperado para a idade. O uso de letras e palavras sem alinhamento e espaçamento, com dimensão desequilibrada, são exemplos.

A criança com disgrafia não possui qualquer problema de desenvolvimento intelectual. Apenas dificuldade ou incapacidade de escrever de acordo com o “padrão” exigido na sala de aula e em ambiente laboral, prejudicando o desenvolvimento.

Por tudo isso, a disgrafia pode ter um impacto negativo no desempenho académico e psicossocial. Além de interferir nas relações pessoais, autoestima e provocar dificuldades de aprendizagem.

Identificar o problema é o primeiro passo para iniciar um tratamento efetivo e proporcionar uma maior qualidade de vida à criança.

De seguida, enumeramos os principais sinais de alerta aos quais os pais e professores devem estar atentos.

1 – Principais sinais que caracterizam a disgrafia 

Os sinais da disgrafia podem ser observados em casa e na escola, e ajudam a identificar precocemente o problema. Os principais são:

  • Dificuldade a escrever;
  • Letra ilegível mesmo para a criança que escreve;
  • Dificuldade em diferenciar letras maiúsculas e minúsculas;
  • Escrita muito “junta” ou incompleta;
  • A escrita apresenta um afastamento desnecessário entre as letras e palavras;
  • Dificuldade em utilizar as linhas da folha do caderno para organizar as palavras;
  • Incapacidade ou demora para acompanhar e copiar as informações escritas;
  • Lentidão para escrever.

Os pais devem estar atentos a alguns sinais comportamentais que a criança pode apresentar enquanto faz os trabalhos de casa, como:

  • Reclamar constantemente ao longo das atividades;
  • Discussão para concluir a tarefa;
  • Reclamar de dores no braço;
  • A criança fica exausta quando termina;
  • Distrair-se facilmente para fugir à tarefa;
  • Começar a não gostar de ir para a escola.

2 – Em que consiste o tratamento da disgrafia?

O diagnóstico da disgrafia é complexo. O médico pode mesmo precisar de algumas avaliações específicas realizadas por vários profissionais, como um terapeuta da fala, por exemplo.

O tratamento envolve um acompanhamento psicopedagógico que dê foco à estimulação linguística e atendimento individualizado complementar na escola.

É muito importante que os pais e os professores participem neste processo. Repreender os erros deve ser evitado, contudo enfatizar as conquistas das crianças com disgrafia é uma mais valia.

Na escola, as crianças com esse problema podem ser estimuladas a expressarem-se oralmente. Porém, também devem ser incentivadas a produzirem diferentes materiais como artes plásticas.

Promover situações prazerosas em que a criança utilize a escrita, como escrever pequenos recados, fazer convites e escrever cartas para amigos e familiares também é uma excelente maneira de estimular os pequenos.

Caso perceba alguns dos sinais mencionados neste artigo, procure um médico. A intervenção precoce é a melhor maneira de amenizar as consequências da disgrafia.